sábado, 26 de novembro de 2011

Blasfêmias do #DIA

Até onde você pode ajudar?
Sem se matar, sem se torturar, sem morrer junto.
Por grande é o egoísmo de quem tenta ajudar a todos,
Ninguém pode ajudar a todos.

Eu morri, nem sei mesmo qual foi aquele mês...
Eu morri e nem mesmo pensei se algum dia podia resistir,
Resistir a tanta tortura, pois a cada dia que se passa o silencio dos inocentes aumenta a perversidade dos parasitas.

Ser ou não ser, essa nunca foi à questão.



Herói. Morto. Nós. - #Lourenço Diaféria

Não me venham com besteiras de dizer que herói não existe. Passei metade do dia imaginando uma palavra menos desgastada para definir o gesto desse sargento Sílvio, que pulou no poço das ariranhas, para salvar o garoto de catorze anos, que estava sendo dilacerado pelos bichos.

O garoto está salvo. O sargento morreu e está sendo enterrado em sua terra.

Que nome devo dar a esse homem?

Escrevo com todas as letras: o sargento Silvio é um herói. Se não morreu na guerra, se não disparou nenhum tiro, se não foi enforcado, tanto melhor.

Podem me explicar que esse tipo de heroísmo é resultado de uma total inconsciência do perigo. Pois quero que se lixem as explicações. Para mim, o herói -como o santo- é aquele que vive sua vida até as últimas conseqüências.

O herói redime a humanidade à deriva.

Esse sargento Silvio podia estar vivo da silva com seus quatro filhos e sua mulher. Acabaria capitão, major.

Está morto.

Um belíssimo sargento morto.

E todavia.

Todavia eu digo, com todas as letras: prefiro esse sargento herói ao duque de Caxias.

O duque de Caxias é um homem a cavalo reduzido a uma estátua. Aquela espada que o duque ergue ao ar aqui na Praça Princesa Isabel -onde se reúnem os ciganos e as pombas do entardecer- oxidou-se no coração do povo. O povo está cansado de espadas e de cavalos. O povo urina nos heróis de pedestal. Ao povo desgosta o herói de bronze, irretocável e irretorquível, como as enfadonhas lições repetidas por cansadas professoras que não acreditam no que mandam decorar.

O povo quer o herói sargento que seja como ele: povo. Um sargento que dê as mãos aos filhos e à mulher, e passeie incógnito e desfardado, sem divisas, entre seus irmãos.

No instante em que o sargento -apesar do grito de perigo e de alerta de sua mulher- salta no fosso das simpáticas e ferozes ariranhas, para salvar da morte o garoto que não era seu, ele está ensinando a este país, de heróis estáticos e fundidos em metal, que todos somos responsáveis pelos espinhos que machucam o couro de todos.

Esse sargento não é do grupo do cambalacho.

Esse sargento não pensou se, para ser honesto para consigo mesmo, um cidadão deve ser civil ou militar. Duvido, e faço pouco, que esse pobre sargento morto fez revoluções de bar, na base do uísque e da farolagem, e duvido que em algum instante ele imaginou que apareceria na primeira página dos jornais.

É apenas um homem que -como disse quando pressentiu as suas últimas quarenta e oito horas, quando pressentiu o roteiro de sua última viagem- não podia permanecer insensível diante de uma criança sem defesa.

O povo prefere esses heróis: de carne e sangue.

Mas, como sempre, o herói é reconhecido depois, muito depois. Tarde demais.

É isso, sargento: nestes tempos cruéis e embotados, a gente não teve o instante de te reconhecer entre o povo. A gente não distinguiu teu rosto na multidão. Éramos irmãos, e só descobrimos isso agora, quando o sangue verte, e quanto te enterramos. O herói e o santo é o que derrama seu sangue. Esse é o preço que deles cobramos.

Podíamos ter estendido nossas mãos e te arrancando do fosso das ariranhas -como você tirou o menino de catorze anos- mas queríamos que alguém fizesse o gesto de solidariedade em nosso lugar.

Sempre é assim: o herói e o santo é o que estende as mãos.

E este é o nosso grande remorso: o de fazer as coisas urgentes e inadiáveis -tarde demais.



EVITO COMENTÁRIOS NOS DIA DE HJ.




BY: DWC

sábado, 19 de novembro de 2011

A vida de um .LOUCO

Eu não vou ser uma meretriz, deste país
E me vender pelas esmolas da inocência,
Grande indecência;
Abrir as pernas como uma puta, prefiro seguir com a minha conduta,
Sofredor, sonhador, um louco a procura de um amor.

Um louco, a vida de um louco, esse é o tema da minha existência
Inspirado em toda a insolência,
Pois grande é o sonhador e maior ainda é a dor,
Pois se descobrir é mais difícil vendo do meu modo, daqui.

Quem diria, eu vim para existir,
Mas e daí ... se no final de tudo o que importa
É quem governa, quem se comporta.
Tire as vendas, abra as portas
E deixe entrar tudo o que esta por vir.

Seja ativo,  seja anônimo, o que precisa é participar
Lutar e amar. Quando percebermos a força que temos,
Quando percebemos que podemos...
A vitoria virá. A vida de um louco.



          Na tentativa da perfeição, na loucura entre a guerra e o amor, o amor e a dor, a dor e a loucura de viver nesse mundo louco, nesse país de madrasta ... Como diria Clarice:




‘PÁTRIA MADRASTA VIL’


          Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência… Exagero de escassez… Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

     Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.

     O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.

     Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.

     A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.

     E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!

     É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

     A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

     Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?

     Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

     Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?

      Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. CADA UM POR TODOS…

      Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?



( Redação premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. )




BY: DWC

terça-feira, 15 de novembro de 2011

PARA NÃO DIZEREM QUE NÃO SEI DE #POLÍTICA ! [2]

          Bom, esse post começa com um nome de outro post ... Eu dizia logo no inicio que se as populações se iniciem tudo daria certo ... Hoje, alguns meses depois ... vemos que os tiranos saíram do poder ...


                                                      " A LUTA NÃO PODE PARAR! "



       

          Existe muito mais a ser vencido, existe muito mais a ser combatido. Em todas as outras revoluções anteriores, podemos observar uma figura chave, um líder, alguém a se seguir ... E talvez por esse motivo as revoluções sempre tem o seu ponto fraco, mas com os ANONYMOUS é um pouco diferente. Uma revolução onde todos tem o poder, uma revolução com total apoio da internet, um lugar onde as massas devem se expandir e colocar suas ideias, mesmo que simples com essa que proponho a vocês, essa é a nova cara da revolução.



 " O mundo é grande demais para caber nas mão de apenas uma pessoa. "      Somos mais - Projota


         
                                  " RECICLE SUA MENTE ! ... RECICLE SEUS CONCEITOS . "




                    " Uma breve historia, que eu gostaria muito que meus filhos estudassem na escola, da mesma forma que eu estudo sobre os PANTERAS NEGRAS. "




          A revolução esta dando tapas em nossa cara, até onde vamos ficar virando o rosto para ela ? ... Meu total apoio, mesmo que seja com pequenas coisas ... " A SEMENTE FOI PLANTADA! "




BY: DWC

domingo, 13 de novembro de 2011

Dia de .Sarau

Eu queria viver esse momento um dia,
Pois como nosso lado esquerdo diria:
- "Dentre todas as maresias,
A cada onda eu mudaria.

O nosso lugar para Pensar,
Nosso lugar para Mudar, Aprender, Querer e Amar.
Nunca deixe a vida te levar.

Eu vivo esse momento todo dia,
Pois como eu mesmo diria:
- "Como eu saberia,
Que a cada mudança, um pouquinho eu me Mataria.

O lugar para Viver,
Nosso lugar para Amar e Gostar.
Nunca deixe a vida te levar.




          - "Após uma bela tarde e uma noite melhor ainda, descubro que fazer poesias é mais do que fazer poesias, é fazer biografias, pois eu mesmo encontrei uma parte de minha biografia ... Talvez não em forma de poesia, mas ... Quando lido na noite no sarau, me senti sendo descoberto, me senti sendo despido como um simples mortal, quem sabe eu seja apenas um simples mortal afinal de contas."




O .Mentiroso #Jean Cocteau

Eu queria dizer a verdade. Eu amo a verdade, mas ela não gosta de mim. Eis a verdadeira verdade, a verdade não gosta de mim. Logo que a digo, ela muda de figura e volta-se contra mim. Fico com a cara de mentiroso e todos me olham de esguelha. E no entanto, sou simples e detesto mentiras. Juro.

A mentira atrai encrencas incríveis, a gente mete os pés pelas mãos, tropeça, cai, e todo mundo caçoa de nós.

Se me perguntam algo, quero responder a verdade. A verdade me corrói. Mas aí, não sei o que se passa. Assalta-me uma angústia, um receio, um medo de ser ridículo e minto. Minto. Pronto. Tarde demais para voltar atrás.

E uma vez o pé na mentira, é deixar passar o resto. E não é cômodo, juro-lhes.

É tão difícil dizer a verdade. É luxo de preguiçosos. A gente tem certeza de não se enganar depois, e de não ter aborrecimentos mais tarde. Os aborrecimentos vêm logo no mesmo instante, e depois tudo se arranja. Enquanto que eu !... o diabo entra na dança.

A mentira não é um declive íngreme. São montanhas russas que nos arrebatam, cortando-nos o ar, detendo-nos o coração, apertando a garganta. Se amo, digo que não amo. Se não amo, digo que amo. Adivinhe o que acontece, é de enlouquecer os miolos! E não adianta parar-me diante do espelho e repetir-me: você não mentirá mais. Minto. Minto. Minto. Minto nas pequenas coisas e nas grandes também!

E se alguma vez me acontece dizer a verdade, por acaso... por surpresa... ela se retorce, se encarquilha, se encolhe, faz careta... e transforma-se em mentira! Os menores detalhes se combinam contra mim, provando que menti.

E... não é que seja covarde... em casa acho sempre o que devia responder e imagino as melhores saídas. Apenas na hora, fico paralisado e em silêncio. Chamam-me de mentiroso e engulo. Poderia responder: estão mentindo! Mas não acho forças para isso. Deixo-me insultar, rebentando de raiva. E é essa raiva acumulada em mim, que me dá ódio. Não sou mau. Sou até bom. Mas basta que me tratem de mentiroso para sufocar de ódio, eles têm razão. Sei que têm razão e mereço os insultos. Mas e daí? Não queria mentir e não posso suportar que não compreendam que minto à minha revelia, impulsionado pelo diabo.

Oh!... Vou mudar. Já mudei. Não mentirei mais. Hei de achar um jeito para deixar de mentir, para deixar de viver na tremenda desordem da mentira. Dir-se-ia um quarto desarrumado, arame farpado à noite corredores e corredores de sonho. Tenho que me curar. Hei de sair disso! De resto, dou-lhes uma prova. Aqui em público, acuso-me de meus crimes e exibo meu vício. E não vão pensar que gosto de exibir meu vício e minha fraqueza seja o cúmulo do vício. Não, não. Tenho vergonha! Detesto minhas mentiras e irei até os confins do mundo para não ser obrigado a fazer minha confissão.

E os senhores, dizem a verdade? ... os senhores devem mentir! Todos devem mentir sem parar, e gostar de mentir e achar que não mentem. Devem todos mentir a si.





                                                                  "MAIS UMA VEZ, É MENTIRA. "




          Menti só para que você disse-me a verdade. E você mentiu?




BY:DWC

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Viva #MARIANA

Eu disse que iria fazer essa poesia ... e disse também que iria deixar uns comentários muito bonitos para você pensar mais ainda, então nada melhor do que fazer logo.

          " É muito difícil encontrar alguém que não tenha medo, os únicos que eu vi, morreram ou se tornaram super heróis, na verdade eu não vi ... mas tudo bem. Quando temos oportunidades ficamos cheios de medos, imagina ter uma oportunidade unica de ganhar 10 milhões de reais ... eu teria muito medo de perder tudo e não conseguir, imagina ter a oportunidade de ficar muito bonito, ta só se eu nascer dinovo ... O que importa é que todos nós temos medo, é isso que nos mantem vivos ... é isso que diferencia a caça do caçador ... pois o caçador também tem medo, mas ele vai pra cima como se fosse a sua ultima caça ... TA PAREI. " E COMO DIRIAM OS POETAS: ' Não desista de si mesmo, pois todo mundo chora e todo mundo se machuca, AS VEZES' ...


         Viva #MARIANA

Sob o raio reluzente,
Mais do que carente
Observo-te, assim:

Talvez com tuas magoas,
Escondidas em tuas cascas,
Pois o coração caleja
A procura do verdadeiro.

Talvez ninguém saiba teu paradeiro,
Talvez queira aceitar,
Porem até quando será capaz
De se esconder
E não se entregar ?

Viva o hoje como diriam os poetas
Aprenda com as mensagens
Que se "achegam" discretas
Leia, aprenda, entenda.

Todos nós temos medo,
Juntamente ao desespero.
Porem você deveria se entregar,
Talvez sem exitar!



COLOQUEI UMA FRASE MUITO LINDA, DE UMA MUSICA MUITO LINDA, PARA UMA PESSOA MUITO LINDA, EM UM MOMENTO MUITO LINDO ... NADA MELHOR QUE MOSTRAR PARA ESSA PESSOA MUITO LINDA, ESSA MUSICA LINDA, QUE TEM VARIAS FRASES MUITO LINDAS, PARA QUE O MOMENTO DELA TAMBÉM SE TORNA MUITO LINDO ...


                                                      EVERYBODY HURTS - R.E.M.




BY: DWC